Assunção - O Paraguai disputará na Alemanha sua terceira Copa do Mundo consecutiva, e a sétima de sua história, com o sonho de passar das oitavas-de-final, seu melhor resultado até hoje na competição. Em 1990, na Itália, os paraguaios poderiam ter se classificado para a Copa do Mundo, mas não houve repescagem para a América do Sul, depois de terem disputado o Mundial do México, em 1986, em que foram eliminados pelos ingleses nas oitavas-de-final.
  Nas Eliminatórias para a Copa de 94, algo insólito aconteceu. A seleção colombiana de Faustino Asprilla aplicou uma histórica goleada de 5 a 0 sobre a Argentina, no Monumental de Nuñez, e faltou apenas um gol para que o Paraguai eliminasse os argentinos no saldo de gols.
  Já com José Luis Chilavert, ‘‘o Polêmico’’, o Paraguai classificou-se em seguida para o Mundial da França-98, no qual também foi eliminado nas oitavas-de-final, desta vez pela França, que seria depois campeã mundial.
  Na Coréia do Sul e Japão-2002 a história se repetiu. A equipe de Chilavert chegou novamente às oitavas e caiu diante da Alemanha de Ballack, que marcou o gol da vitória a nove minutos do fim.
  O estilo paraguaio de jogo é uma simbiose das experiências trazidas pela influente escola uruguaia, com Sergio Markarián, Luis Cubilla e hoje Aníbal ‘‘Maño’’ Ruiz, a brasileira (Paulo Cesar Carpegiani e Valdir Espinosa) e os ensinamentos do húngaro Ladislao Kubala. A esse último se atribui o mérito de devolver a auto-estima aos jogadores e a submetê-los aos treinamentos físicos mais fortes.
  A equipe paraguaia que disputará a Copa do Mundo da Alemanha pratica o esquema 4-4-2. Os jogadores não possuem um jogo vistoso, mas a equipe é segura na defesa e apresenta certo dinamismo no ataque, que depende da capacidade individual de seus homens de frente. As maiores esperanças de gol são os ‘‘bombardeiros alemães’’ Roque Santa Cruz (Bayern) e Nelson Haedo (Werder Bremen).

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