Paraguai pode ser campeão sem vencer
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
Das Agências 
Buenos Aires - Não só de vitórias vive um campeão. Esse poderia ser o lema do Paraguai nesta Copa América das zebras. O time, que tem como torcedora ilustre a musa Larissa Riquelme, volta a decidir a competição sul-americana após 32 anos, sem ter conquistado um único triunfo. Com cinco empates e duas vitórias nos pênaltis, o time paraguaio espera na final, contra o Uruguai, conseguir, enfim, uma vitória no tempo normal, para não honrar a máxima de cavalo paraguaio. Se tiver êxito, o Paraguai conquistará seu terceiro título da Copa América.
''Não estamos jogando bem, mas o (goleiro) Villar tem tido boas atuações. Precisamos melhorar para evitar esse sufoco'', analisou o atacante Roque Santa Cruz, que desfalcou o time contra o Brasil, entrou no segundo tempo da semifinal contra a Venezuela e, cinco minutos depois, deixou a partida sentindo o mesmo problema na panturrilha direita.
O Paraguai chegará à final com diversos problemas de ordem física. O time está desgastado pelas duas prorrogações que disputou, com Aureliano Torres e Roque Santa Cruz lesionados e terá ainda uma ausência por suspensão de Jonathan Santana.
Com isso, o Uruguai vai para o jogo, domingo, no Monumental de NuÀez, como franco favorito. Além de boas atuações, o time de Lugano e Suarez eliminou a anfitriã Argentina. O título da Celeste Olímpica ainda coroaria o grande nome desta geração, Diego Forlán. O jogador, eleito melhor da última Copa do Mundo, superou na Copa América a marca do ex-goleiro Rodolfo Rodríguez como atleta que mais defendeu a seleção. ''Este grupo merecia disputar uma final. E agora estamos em uma'', disse o camisa 10, de 32 anos.
O Uruguai não conquista um título há 16 anos. O último foi a Copa América de 1995, quando bateu o Brasil por 5 a 3 nos pênaltis, após o empate por 1 a 1 no tempo normal. Forlán nem era jogador profissional ainda. Mas lembra que vibrou bastante e quer dar uma alegria parecida aos uruguaios no domingo. ''Espero que o final seja feliz para a gente também como foi para aquela geração, que tinha (Enzo) Francescoli'', disse.


