Fortaleza - Os paraguaios estão se acostumando a fazer festas no Brasil. Três semanas atrás, o Olimpia esteve no Pacaembu e tirou do São Caetano o título da Copa Libertadores da América. Ontem, foi a vez da seleção dos vizinhos se comportar como convidada ingrata e estragar a comemoração dos pentacampeões, ao ganhar por 1 a 0 o amistoso disputado à tarde, no estádio do Castelão. O gol que consolidou a derrota, na despedida de Luiz Felipe Scolari, foi marcado por Cuevas.
O Brasil entrou em campo praticamente com a mesma formação da final da Copa de 2002. Os únicos titulares ausentes foram os zagueiros Lúcio e Roque Júnior, poupados por contusão. Mas terminou aí a semelhança com a equipe que venceu sete jogos, na campanha da Coréia e do Japão, e voltou ao topo do futebol internacional.
A seleção foi um arremedo do time campeão de Marcos a Ronaldo, passando pelos 10 reservas aproveitados durante a partida, poucos se salvaram. O zagueiro Edmílson atuou o tempo todo e teve comportamento discreto. Anderson Polga, outro que não saiu, igualmente não foi um fiasco. Nenhum dos dois, porém, foi brilhante.
O tom que os brasileiros quiseram dar à partida era de descontração, e isso ficou claro desde o início. Tanto que Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos, Ronaldo abusaram do malabarismo, que nem sempre deu certo.
Aos 27 minutos Cuevas recebeu passe da intermediária, limpou a jogada e arriscou de longe, de fora da área. O chute saiu forte, sem chances para Marcos. A bola ainda resvalou na trave direita e foi para o gol.
A seleção brasileira aparentemente não se abalou com a desvantagem. Afinal, é campeã do mundo e se apresentava em data especial. O time achou que poderia livrar-se do rival incômodo, como havia feito com Turquia (duas vezes), China, Costa Rica, Bélgica, Inglaterra e Alemanha na Copa da Ásia.
Mas ficou apenas na presunção. Aos 32 minutos, começou o festival de substituições e os dois primeiros a sair foram Marcos e Ronaldo. O Brasil não criou, não repetiu episódios mágicos que chegaram ao auge 52 dias atrás e saiu de campo com a dura realidade de que precisará suar muito para não arranhar demais a quinta estrela.

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