A paraatleta velocista Terezinha Guilhermina está confiante com o futuro do esporte paraolímpico. Mas quer o envolvimento de todos os setores da sociedade (público e privado) para que o objetivo de formar novos atletas seja cumprido e daqui a quatro anos, na Paraolimpíada de Londres, o Brasil possa melhorar sua performance em relação a Pequim, onde a delegação nacional conquistou o 9º lugar geral na competição. Nos Jogos de Pequim, Terezinha ganhou medalhas de ouro nos 200 metros rasos, prata nos 100 metros e bronze nos 400 metros na categoria T11 (com cegueira total).
Segundo a atleta, que participou na sexta-feira da inauguração de uma loja da rede Centauro, sua patrocinadora, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), o país tem amplas condições de subir ainda mais no ranking mundial. "Eu não só acredito, mas torço muito para que isso aconteça, pois nós estamos entre os dez melhores do mundo no esporte paraolímpico e eu acho que o principal desafio agora é não só manter esse patamar como melhorar. Não pode finalizar em Londres isso, nós temos condições de nos tornarmos uma grande potência no esporte paraolímpico".
O corredor Jorge Luiz Silva de Souza, o Chocolate, que a acompanha como guia há três anos, disse que o segredo para os resultados positivos de Terezinha são treinamentos fortes (que antes dos Jogos chegavam a dois períodos), além de entrosamento e confiança. "Isso é fundamental para que a atleta possa desenvolver o seu potencial nas provas", disse.
Atual recordista mundial nos 100 e 400 metros para atletas com cegueira total, Terezinha teve uma infância com muitas dificuldades, principalmente após a perda da mãe, quando tinha nove anos. Sua primeira prova aconteceu em 2000, quando disputou uma maratona antes de perder totalmente a visão. No Parapan do Rio de Janeiro de 2007, ganhou três medalhas de ouro e em Atenas, em 2004, conquistou a medalha de bronze nos 800 metros.

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