Paraatleta debuta na seleção brasileira
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
O paraatleta Claudines Bartolomeu vai representar os londrinenses no Meeting Internacional Paraolímpico de Natação, no Rio de Janeiro, no próximo final de semana. Para competir ao lado dos melhores paranadadores brasileiros, como André Brasil e Daniel Dias, ele dedica cerca de duas horas diárias aos treinamentos e pretende subir no pódio nas modalidades 50 e 100 metros livres ou 100 metros costas, modalidade na qual é especialista.
De acordo com Erick Robim, treinador de natação da Associação dos Deficientes Físicos de Londrina (Adefil), são esperados 120 atletas oriundos de 13 países e Claudines vai nadar pelo Brasil ao lado de potências da natação como Estados Unidos, Canadá e Espanha. Ele lembra que a última conquista do paraatleta foi em 2008, quando ficou em segundo lugar no Torneio Regional Sul.
''Considero a convocação para a seleção brasileira como seu melhor resultado. Ela inaugura uma nova etapa na carreira dele'', opina Robim, lembrando que Claudines é o terceiro melhor atleta do Brasil na categoria S2 (tetraplégico).
Claudines considera que a primeira convocação para nadar em torneio internacional chegou na hora certa. ''Nos meus anos de luta este é o primeiro torneio grande. Quando o comitê me ligou convocando não dava para acreditar, fiquei muito emocionado'', desabafa. Claudines nada com o patrocínio da Pura Mania, Suplementus e Academia Nado Livre.
O treinador de Claudines informa que dentre os destaques do Meeting 2009 estão o argentino Ariel Quassi e o mexicano Vidal Dominguez, ambos principais concorrentes do recordista olímpico Daniel Dias. Outras estrelas que prometem esquentar as águas do Parque Aquático Júlio Delamare são o canadense Benoit Huot, que levou cinco ouros em Atenas, e a americana Erin Popovich que é tetracampeã olímpica.ááááá
Acidente
Há 18 anos, Claudines perdeu os movimentos das pernas após sofrer um acidente. Segundo Maria Helena Bartolomeu, mãe do atleta, o rapaz foi interceptado por um carro nas proximidades da região onde reside enquanto andava de moto. ''Na época, os médicos disseram que ia ficar o resto da vida de cama, vegetando'', recorda.
Como o instinto materno falou mais alto, dona Maria Helena resolveu levar o filho para a fisioterapia, fato que devolveu os movimentos dos braços e a possibilidade de novamente fazer suas refeições com as próprias mãos. Ela lembra que a primeira atividade foi a hidroterapia e que na época contou com a colaboração do professor porque não podia pagar as mensalidades.
Depois de um ano treinando, a mãe conta que surgiu a primeira oportunidade para viajar e participar de competições. ''Na hora ele não queria ir, mas depois de 10 minutos pensando mudou de ideia e foi'', relembra.
Ela observa que antes desta oportunidade ele conhecia apenas duas pessoas que também possuiam deficiência, mas quando chegou no Recife, se deparou com mais de 300 jovens com diferentes tipos de deficiências. ''Depois disso ele mudou a cabeça, porque viu que não era o único e até hoje compete'', finaliza.


