Para Zveiter, rebaixado seria o Botafogo-RJ
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terça-feira, 01 de fevereiro de 2000
Por Rodrigo Mattos 
Rio, 01 (AE) - O novo presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), Luís Zveiter, revelou que tinha elaborado no início do ano passado um código para reger o futebol brasileiro, que, se tivesse sido colocado em prática, teria impedido o rebaixamento do Gama. Zveiter informou que o novo código só não entrou em vigor porque o Instituto Nacional de Desenvolvimento ao Desporto (Indesp) não criou um órgão para regulamentar as mudanças.
Pelo código feito pelo novo presidente, um time não seria penalizado com a perda de pontos, mas com uma multa, caso utilizasse um jogador irregular. Se fosse válido no Campeonato Brasileiro do ano passado, o São Paulo não perderia os pontos do jogo contra o Botafogo, por ter escalado o atacante Sandro Hiroshi, que estava com o contrato irregular. Em consequência, o Botafogo não teria ganho três pontos e seria rebaixado no lugar do Gama.
Zveiter classificou a Resolução de Diretoria 1A/97 - que deu os pontos ao Botafogo - de "casuística". Ele reconheceu que o clube brasiliense foi prejudicado, mas ressaltou que, pela lei em vigor na época, a decisão do TJD foi correta. "Essa resolução vinha sendo reeditada há dez anos e nenhum clube tinha reclamado até o ano passado", lembrou.
"Vou tentar agilizar a criação do órgão pelo Indesp para que o novo código seja colocado em prática", afirmou. O presidente do TJD garantiu, no entanto, que o Gama não poderá recorrer da decisão do ano passado. "A lei não é retroativa, portanto, não há possibilidade daquela decisão ser revertida."
Outra modificação que faz parte do código de Zveiter é em relação ao tempo de suspensão de um atleta. "É um absurdo que o jogador só possa ser suspenso por 29 dias como prevê a Lei Pelé."
Sobre a possibilidade de questionarem o seu mandato de presidente do TJD, Zveiter garantiu que o fato de ser desembargador do Estado do Rio não o impede de exercer o cargo porque o tribunal não é "uma pessoa jurídica".


