O ex-jogador Zico foi, ontem, a principal atração de um painel montado pela CPI da Nikepara debater a legislação desportiva. Zico defendeu o fim do passe dos atletas e mais garantia para o clube formador na renovação dos contratos. Ele se disse surpreendido pela maneira como muito jogadores se opuseram ao fim do passe, ao contrário do que ocorreu há 10 anos, quando uma pesquisa mostrou que a maioria da categoria queria se livrar desse mecanismo. No seu entender, somente os jogadores que fazem contrato de ‘‘come e dorme e que não produzem’’ é que deveriam se preocupar por não dispor de uma ligação formal com o clube.
‘‘Os outros, que estiverem produzindo bem, não ficarão sem trabalho’’, previu. Zico criticou, após o depoimento, o fato da CBF selecionar 28 clubes para o Campeonato Brasileiro. No seu entender, o ideal seria que esse número não passasse de 20. Zico também condenou a inclusão no grupo do Fluminense e do Bahia, que na sua opinião foram chamados para atender a pressões políticas.
O presidente da CPI da CBF/Nike, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), pôs ontem a Polícia Federal no encalço do empresário Hélio Vianna, sócio de Pelé, para que ele atenda a intimação de depor amanhã na comissão. Vianna – que vinha se recusando a atender aos telefonemas de assessores da CPI – só se manifestou na segunda-feira, quando recebeu a convocação. Ele respondeu com uma carta em que se dizia impossibilitado de atender aos deputados porque tinha de cumprir ‘‘compromissos inadiáveis’’ no exterior.

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