Dortmund - A frase de Zico no meio de uma longa e concorrida entrevista coletiva definiu bem o que passa pela cabeça de um treinador que está no comando da seleção do Japão há quatro anos e que hoje, quando completa exatamente um ano em que seu time empatou com o Brasil na Copa das Confederações (2 a 2), levando-o a sonhar com uma performance semelhante na Copa do Mundo. Se no dia 22 de junho de 2005 Zico vislumbrou um futuro brilhante para o Japão, ontem, após o treino, ele tinha uma visão bem realista do que ele pode conseguir hoje. ''Temos que encarar e partir para o ataque. O Brasil tem um bom time, mas não é nenhum monstro horroroso'', disse.
Zico sabe que vai ser uma quinta-feira de emoções. Controlar os nervos para ouvir o Hino Nacional, depois se preparar para uma tarefa que ele próprio considera quase impossível. Tanto que em seus 71 jogos comandando a seleção japonesa jamais escondeu a escalação. Diante da situação, em que o Japão precisa ganhar por diferença mínima de dois gols e torcer para que a Austrália não vença a Croácia e que os croatas vençam só por um gol de diferença, Zico sabe que vai ser uma jornada para testar corações.
''Eu me sinto desconfortável em todas as situações. Vou cantar o Hino Nacional porque sou brasileiro, todos eles aqui sabem disso'', resumiu Zico. (Agência O Globo)

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