Para Torben, boa largada será fundamental na Louis Vuitton
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2000
Por Valéria Zukeran 
São Paulo, 24 (AE) - Fazer uma boa saída, manter a calma e exercer muita pressão sobre o adversário. Para o brasileiro Torben Grael, tático do barco italiano Prada Challenge, esta é a receita para derrotar os norte-americanos do AmericaOne na final da Louis Vuitton Cup, que começa amanhã em Auckland, na Nova Zelândia. O vencedor enfrentará a Nova Zelândia na Americas Cup
em fevereiro.
Torben sabe que o Prada está em desvantagem no que diz respeito à experiência. Apenas dois tripulantes do barco italiano, diante de nove do adversário, já participaram das finais da Louis Vuitton. "A melhor maneira de driblar a falta de experiência é o treinamento e fizemos o possível até o momento", diz. "Também estudamos vários vídeos com regatas dos rivais".
Para o tático brasileiro, porém, os italianos têm uma vantagem: o bom aproveitamento da instabilidade dos ventos no Golfo de Haraki, local das provas. Torben afirma que a largada será o momento mais importante de cada competição. "Quando se perde a largada, o trabalho do tático é obviamente muito mais difícil, pois a marcação exercida pelo barco da frente nem sempre permite que você possa aproveitar corretamente os saltos de vento."
Durante o período de preparação, o barco foi aperfeiçoado. "Estaremos com um mastro novo", diz. Segundo ele, o material utilizado na fabricação é menos flexível do que o usado nas semifinais, que se quebrou. "Além disso, trabalhamos em todas as áreas possíveis, como velas, tripulação e preparação do casco."
O pouco tempo de preparação dificulta os testes de velocidade e um maior aprimoramento. "Mas isso também afeta o adversário." Torben ainda espera contar com um árbitro dentro do barco, com o que a tripulação do AmericaOne não concorda.


