A estudante de Fisioterapia, Kátia Regina Cipola, de 37 anos, tem como hábito fazer passeios aos finais de semana com o filho Victor Hugo pelos parques e praças públicas de Londrina. Ontem, o local escolhido foi o Aterro do Lago Igapó. Mas a tarde de sol foi diferente e cheia de atividades para mãe e filho, afinal, por lá ocorria a 1ª Jornada Esportiva Decathlon.
"A gente sempre busca usar as áreas de lazer da cidade. Quando tem um evento desses, ainda por cima, grátis, é muito bom. Poderia ter toda semana", disse Kátia.
A jornada foi organizada pela Capa Promoções & Eventos, com patrocínio da Decathlon e apoio de várias empresa da cidade e da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) e reuniu 30 modalidades. Ao longo do dia, crianças e adultos puderam ter contato com as mais diversas práticas esportivas, podendo desbravar aquelas ainda não conhecidas.
"Nosso objetivo era tornar o esporte mais acessível às pessoas. Do arco e flecha aos mais populares. E de graça", afirmou Guilherme Piazzalunga, um dos sócios da Capa.
Foi o que aconteceu. Aproximadamente 2 mil pessoas passaram pelos locais de prática esportiva ao longo do domingo. O filho da Kátia, Victor Hugo, aproveitou ao máximo. Acertou o alvo com uma flechada e testou sua coragem ao fazer rapel a 8 metros do chão. "Fiquei com um pouco de medo, mas foi bem legal", contou.
A enfermeira Viviane Stuani, de 37 anos, também se arriscou no arco e flecha. "É mais fácil do que imaginei, mas é pesado (o equipamento). É mais difícil segurar do que mirar. Mas gostei muito", disse. Ela atirou com uma balestra, um tipo de arco, em que a flecha é lançada por meio de um gatilho. O namorado dela, Fernando Fernandes, é quem a ensinou. Ele adquiriu o equipamento há cinco meses e já mostra muita prática. "A diferença desse equipamento para o arco composto (outro equipamento que utiliza uma espécie de gatilho) é que a pressão em libras é muito maior e não é preciso segurar a flecha após ela ser puxada. Ele trava e só solta no gatilho, o que te faz fazer menos força", explicou.
Já o arco recurvo é o utilizado na Olimpíada. Este é 100% manual e exige um fortalecimento muscular do braço e do ombro, já que o esforço é grande. Todos eles custam entre R$ 2 e 3 mil para iniciantes.
Em todas as modalidades, além do pessoal da respectiva associação ou equipe, havia ainda outros 70 estudantes de Educação Física da UniFil para orientar as pessoas, demonstrando a dinâmica de cada esporte.
O presidente da FEL, Marcio Corrêa, levou o filho para participar do evento. Ele gostou da mobilização que foi feita e da participação popular. "É muito legal essa iniciativa. Muito bacana essa interação. O pessoal interage praticando esportes", afirmou.
Questionado se a FEL tem algum projeto para encampar o projeto e torná-lo frequente, o presidente disse que é possível promover um estudo para ver a viabilidade. "Vamos ver com as diretorias técnica e de logística. Se der para fazer, vamos fazer", comentou.

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