São Paulo - Segundo Ricardo D'Ângelo, que será o treinador-chefe da equipe de atletismo do Brasil em Londres, não faltam recursos para preparar os atletas de elite da modalidade. ''Estamos preparando nossos atletas em pé de igualdade com os das principais nações esportivas do mundo'', avalia. O que falta, de acordo com ele, é ampliar a formação de atletas na base. ''Em breve não vai faltar dinheiro. Vão faltar atletas para receber investimento.''
Na avaliação dele, é necessário investir na base hoje para elevar a quantidade de atletas. ''O resultado só poderia ser alcançado em 2024 ou em 2028'', disse Ricardo D'Ângelo.
O triplista Jonathan Henrique dos Santos, que este ano já saltou 17,39 metros, em maio, tem chances de figurar na final olímpica em Londres, mas acredita que sua oportunidade maior de medalha será daqui a quatro anos, no Rio. ''Minha Olimpíada é a de 2016'', avisou. Ele diz que não sente falta de estrutura para realizar o objetivo.
Para os Jogos do Rio, o superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, espera que seja ampliado o leque de esportes capazes de dar medalha ao Brasil. Em Londres, ele não descarta que modalidades que nunca renderam medalha ao Brasil inaugurem presença no quadro, como o levantamento de peso. (A.C./A.E.)

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