Para técnico do Palmeiras, o mais difícil vem agora
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quinta-feira, 20 de outubro de 2005
Agência Estado 
São Paulo - Assumir um time cambaleante com o campeonato em andamento, criar um padrão de jogo, motivar um elenco, colocar ''bad boys'' na linha, resgatar jogadores desacreditados, revelar jovens promessas, botar toda essa máquina para funcionar e levá-la até a Copa Libertadores não é novidade para Emerson Leão. O técnico fez isso no ano passado, com o São Paulo. E agora tenta fazer o mesmo com o Palmeiras.
''O problema é que agora está mais difícil'', reconhece o treinador, que explica: ''Para mim, três vagas na Libertadores serão de Corinthians, Goiás e Internacional. Com isso, resta só uma vaga para outras quatro equipes. E o Palmeiras hoje está em quinto.''
A disputa seria com Fluminense, Paraná e Santos. Ao time paulista, só resta confronto direto com o primeiro deles, na última rodada do Brasileirão, em 4 de dezembro, no Palestra Itália. ''Temos 30 pontos para disputar. Se conseguirmos 70% disso, estamos dentro'', calcula Leão. Ou seja: vencendo sete dos dez jogos restantes, o Palmeiras se garante na Libertadores. ''Mas já vi o Nelsinho Baptista falando que com 18 pontos o Santos se classifica. E eles estão quatro pontos atrás da gente'', lembra Leão.
O técnico jura que não jogou a toalha, mas admite que conquistar o título é algo ''quase impossível''. Ele explica: ''O Corinthians só não será campeão se errar muito. E isso não é do feitio deles.'' Por isso, a meta passou a ser a Libertadores. Até a diretoria já comprou a idéia de Leão. ''Nosso objetivo é a classificação'', disse, recentemente, o presidente Affonso Della Monica.


