São Caetano do Sul - No retorno da delegação do São Caetano ao Brasil, no final da tarde de ontem, não houve como esconder a frustração pela eliminação do time na Taça Libertadores da América. Depois de conseguir segurar o empate por 1 a 1 com o Boca Juniors, em Allavaneda, o time brasileiro perdeu a vaga na cobrança de pênaltis, por 4 a 3, o que deixa ainda um sentimento maior de decepção. O técnico Muricy Ramalho considerou injusta a saída do time do ABC e disse não acreditar que o time argentino conquiste o bicampeonato.
''Só se for pelo nome e pela tradição, porque eles não têm condições de chegar ao título pelo futebol que estão mostrando'', disse Muricy. Não só ele, como a maioria dos jogadores, achou que o São Caetano teve chances de decidir a vaga durante o tempo normal e não nas penalidades máximas. Lúcio Flávio, que permitiu a defesa do goleiro, Fabrício Carvalho, que chutou no meio do gol, e Marcelo Mattos, que chutou a bola para fora perderam suas cobranças.
O atacante Euller, que não bateu pênalti porque tinha sido substituído por Warley, entrou na lista dos grandes azarados ou perseguidos pelos pênaltis na Libertadores. Esta foi sua terceira eliminação nas penalidades. Pelo Vasco, em 2001, para o próprio Boca Juniors; e em 1994, pelo São Paulo, para o Vélez Sarsfield.
A direção do clube também ficou decepcionada com a eliminação, porque fazia planos arrojados para buscar o título, que escapou na temporada de 2002, quando perdeu a final, também nos pênaltis, para o Olímpia, do Paraguai.
Muricy fica - O técnico Muricy Ramalho praticamente descartou a possibilidade de trocar de clube até dezembro, quando termina seu contrato. Ele disse que ficou ''satisfeito em ver seu nome na lista, como já aconteceu com Palmeiras e Santos''.

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