O tetracampeão Ricardo Rocha e o seu sócio, o também ex-zagueiro Alexandre Torres, parceiros do Londrina, não deram nenhuma notícia bombástica com relação ao clube, ontem, durante a estadia dos dois na cidade. Mas surpreenderam com uma declaração. ‘‘Está fácil vender o Londrina’’, contou Rocha.
  A dupla esteve na cidade para definir quais os tipos de investimentos podem ser feitos no clube e já admitiram que existe um contrato bem próximo de ser fechado, que até pode impedir a ida deles para a Feira Brasil/China. ‘‘Como apareceu esse negócio, ainda estamos avaliando se vale a pena ir. Se esse negócio esquentar, a feira fica em segundo plano’’, afirmou Torres.
  A meta dos dois é conseguir o maior número de investidores para tentar levantar o clube nos próximos cinco anos, prazo estipulado pelo presidente Peter Silva para finalizar o processo de reestruturação do Londrina. ‘‘Como é um projeto de cinco anos, isso facilita para conseguirmos parceiros’’, ressaltou Rocha.
  Eles contaram que alguns possíveis investidores nem conhecem o clube. ‘‘Mas estão confiando no que estamos passando’’, lembrou Torres. Mesmo com a situação crítica pela qual passa o clube, os ex-zagueiros garantem não camuflar informações durante os contatos. ‘‘Passamos tudo o que está acontecendo, a realidade. É um time que não está nem na Terceira Divisão, que terá que começar do zero’’, apontou o tetracampeão.
  Mesmo diante deste quadro, a dupla insiste que não vem encontrando dificuldades em negociar e justifica. ‘‘O Londrina é um clube que está precisando de investimento, tem torcida apaixonada, um estádio com capacidade para 40 mil pessoas e uma cidade boa, uma cidade que dá condições de trabalho’’, comentaram.
  Os investimentos, se vierem, serão aplicados nas categorias de base. A idéia é fortalecer o setor e tornar o clube um centro de revelação de atletas. ‘‘Não existe nada sem falar em base’’, disse Torres.
  Os dois ainda descartaram negociações envolvendo o lateral-esquerdo Bruno Barros e o atacante Bruno com clubes cariocas.

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