Para professor, torcida não define pleito
Curitiba - Apesar de todos os cuidados que envolvem as discussões sobre política e futebol, ambas as áreas podem caminhar juntas, o que não significa algo duradouro, mas sim, dentro de um contexto específico que não tem limite de tempo. Segundo o cientista político Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a atuação conjunta de candidatos ou eleitos com torcedores de clubes de futebol pode ser forte ou não. A torcida é um campo de pressão organizado e pode ter uma ampliação disso nesses momentos, disse.
Em sua opinião, uma torcida, principalmente quando há diversos candidatos ligados a algumas delas, não define uma eleição. Atualmente esses efeitos, assim como ocorrem com as igrejas, já não tem a mesma força, pois há uma disseminação da informação e os eleitores estão mais críticos, conseguem separar mais o tipo de material que chega até eles, disse.
Mesmo com todo o apelo, muitas vezes utilizado nas campanhas, como o candidato com a camisa do clube, ou transitando em meio aos torcedores ou no caso de ex-jogadores, marcando gols, Oliveira afirma que o fator econômico ainda prevalece sobre alguns aspectos emocionais. No final de tudo, quem tiver mais recursos financeiros, uma campanha com mais dinheiro, sairá em vantagem, concluiu. (J.C.L.)





