São Paulo - Representantes das empresas Scott e Marcondes César, além da Secretaria de Esportes de São José dos Campos, são unânimes em apontar o técnico da equipe, José Carlos Monteiro, o Carlinhos, como o responsável pela gestão financeira do time, que fechou as portas por falta de dinheiro, mas duvidam de má fé ou falsificação de documentos
O secretário de Esportes e Lazer de São José dos Campos, Sérgio Francisco Theodoro, explica que a Prefeitura não era a responsável pelas garantias financeiras ''Nosso acordo era bancar 20% do orçamento anual, cerca de R$ 220 mil, dinheiro que ia direto para os atletas'' A crise foi se instalando até que, em setembro, houve uma reunião e decidiu-se por fechar o time Theodoro conta que procurou manter o investimento da cidade no ciclismo criando um novo grupo, absorvendo vários atletas do anterior
Marcondes César, dono da empreiteira que patrocinava a equipe, conta que também não foi o responsável pela garantia financeira ''Nosso acordo era de espaço publicitário na camisa'', contou Com a experiência de quem trabalhou com Carlinhos por 8 anos, ele rejeita a ideia de que o técnico tenha falsificado garantias financeiras, mas acredita que teria se complicado ao apostar na vinda de patrocinadores
Marcondes diz que, como praticante e entusiasta do ciclismo, não pretende desistir de investir Hoje é patrocinador da equipe de Pindamonhangaba
Giancarlo Clini, diretor comercial da empresa de bicicletas Scott, conta que sua parceria com o time, que durou oito anos, sempre girou em torno do fornecimento de material esportivo e nunca houve problemas O longo contato com Carlinhos faz com que considere improvável a possibilidade de falsificação de documentos ''Acho que a situação fugiu do controle'', comentou O diretor lamentou o fato de que a equipe tenha fechado ''Tivemos muito mais momentos bons do que de dificuldade''(VZ/AE)

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