Rio - O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, já está pensando no próximo adversário da equipe, Portugal, no dia 29 de março, e disse acreditar que o amistoso será mais ''fácil'' do que o realizado contra a China. Ontem, durante uma escala em Frankfurt, na viagem de retorno ao País, o treinador argumentou, por telefone, que os portugueses irão ''sair para o jogo'' e não ficarão na defesa, como aconteceu com os chineses.
''A maior qualidade dos portugueses em comparação com a China é enorme e indiscutível. Mas eles vão facilitar a nossa maneira de jogar, porque não vão atuar na defesa'', disse Parreira. ''Além disso, eles enfrentam o mesmo problema que o nosso. Vários jogadores de Portugal atuam fora do país, o que dificulta os treinamentos.''
Com a calma e a serenidade de sempre, Parreira usou os mesmos argumentos para considerar normal os resultados dos amistosos internacionais, realizados na quarta-feira. Ressaltou que seleções como Inglaterra, França e Argentina, derrotadas por Austrália, República Tcheca e Holanda, respectivamente, vivem situação semelhante.
''A dificuldade para reunir os jogadores é a mesma. Por isso, quando pegam uma seleção como a China, por exemplo, que vinha treinando desde janeiro, sofrem com os mesmos problemas'', contou Parreira. ''Os atletas se reúnem, não possuem tempo para treinar e ainda jogam contra equipes que colocam 11 atletas na defesa.'' O técnico da seleção não se furtou de tecer elogios a jogadores brasileiros e ainda os defendeu das críticas recebidas. Voltou a lembrar o desgaste com a viagem, a falta de treinos e entrosamento do time.
''O Brasil tem uma qualidade impressionante. Isso você percebe até quando os atletas estão sentado à mesa, por exemplo, almoçando. É só olhar e fazer uma análise dos atletas a disposição'', frisou Parreira. ''Se tivermos uns 15 dias de treino, teremos pelo menos a mesma qualidade da Copa do Mundo (da Coréia e Japão, do ano passado).''

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