Para Parreira, gol ainda é só um detalhe
São Paulo - Pouco antes do Mundial de 1994, Carlos Alberto Parreira falava a respeito de suas idéias sobre futebol e, a certa altura, comentou que o gol era um detalhe dentre tantos que levam um time à vitória. A frase o marcou, mesmo com a conquista do tetracampeonato, e agora é inevitável que volte às rodas de discussões. Depois do desempenho diante do Paraguai, anteontem, fica a sensação de que ela é mais atual do que nunca.
O 0 a 0 em Assunção deixou a sensação de que o Brasil abandonou a vocação para atormentar a vida dos rivais. Em 13 partidas sob o comando de Parreira, na gestão atual, foram 15 gols, ou a média raquítica de 1,15 - praticamente a metade do que ocorreu na era Felipão (2,27).
O que chama mais a atenção é o fato de que 6 gols ocorreram em duas apresentações - 3 a 0 sobre a Nigéria, na Copa das Confederações de 2003, e 3 a 3 no empate com o Uruguai, em Curitiba, pelas Eliminatórias. Os empates, até agora, são mais frequentes do que as vitórias - e em três oportunidades não passaram de tediosos 0 a 0. Três da cinco vitórias foram por 1 a 0. (Agência Estado)





