Para Parreira, amistoso foi superagradável
Hong Kong - ''Foi superagradável''. Foi desta forma, como se fizesse um balanço de uma viagem de férias, que o técnico Carlos Alberto Parreira definiu o jogo em que o Brasil goleou Hong Kong por 7 a 1. ''Vimos uma partida de muitas jogadas bonitas; o time mostrou diversas variações de jogadas e empenho'', acrescentou o treinador. ''É evidente que Hong Kong não é páreo para o Brasil, mas houve volume de jogo e de toda experiência se pode tirar aspectos positivos. Eu acho que valeu''.
A seleção de Hong Kong é uma das mais fracas entre todas as filiadas à Fifa: ocupa apenas a 134 posição no ranking da entidade e é a de pior ranking que o Brasil já enfrentou em sua história.
O amistoso que integra as comemorações do Ano Novo Chinês, que passará do Ano do Macaco para o Ano do Galo -foi marcado para atender ao contrato da seleção brasileira com sua empresa patrocinadora, a Ambev.
Público Cerca de 100 brasileiros foram ao Hong Kong Stadium para assistir à partida. Todos vivem na ilha asiática e a maioria faz parte da Associação Brasil-Hong Kong. Há quem já esteja na ilha asiática há cerca de 20 anos. Outros chegaram recentemente. Quase todos gostam do cotidiano em Hong Kong e pouquíssimos falam em retornar ao Brasil. Trabalham para multinacionais ou empresas brasileiras e moram com a família.
Há atualmente 200 brasileiros no local, definido oficialmente como Região Administrativa Especial da China, desde 1997. ''É um lugar bom para se viver, seguro'', comenta Paulo Ferreira, representante do Banco do Brasil.
Como já se esperava nos últimos dias, o amistoso entre Brasil e Hong Kong foi um fracasso de público. Metade do estádio ficou vazio, fato que irritou bastante os dirigentes da Associação de Futebol de Hong Kong. Eles esperavam ter lucro fabuloso com a presença dos craques brasileiros em campo. Se servir de consolo, a entidade, pelo menos, não deverá ter prejuízo. A arrecadação da partida atingiu US$ 2 milhões, o dobro do valor pago pelo jogo à Ambev. (Das Agências)





