O rival que barrou Edmundo no time titular da Fiorentina reagiu com ironia ao refúgio do craque no Rio. Oliveira, brasileiro naturalizado belga, que faz dupla de ataque com Batistuta, comentou com um sorriso a decisão de Edmundo. ‘‘Ele fez como o meu pássaro, voou longe’’, disse. ‘‘Quem foge tem medo da realidade, mas posso entendê-lo: a Copa do Mundo está aí e ninguém quer perder a oportunidade de jogar.’’ Oliveira confessou ter tido atitude semelhante há quatro anos atrás, quando tentou impor ao treinador belga classificada para a Copa dos EUA, Van Himst, a sua escalação como titular. ‘‘Ele me disse que não poderia me dar esta garantia e eu respondi que então preferia ficar em casa’’, contou. ‘‘Foi um erro.’’ Oliveira acabou excluído da lista dos 22 convocados, apesar de ter jogado as eliminatórias. Longe do Brasil desde os 16 anos de idade, Oliveira disse que sofreu muito até se firmar na Itália. ‘‘Demorei a conquistar meu lugar’’, afirmou. Ele teve a paciência que o rival não mostrou. ‘‘Edmundo é um grande jogador, mas aqui as coisas não podem ser feitas à força, como ele quer’’, comentou. ‘‘Há regras a serem respeitadas: o treinador decide quem escalar e o jogador deve aceitar.’’ Oliveira não crê que o episódio Edmundo vá abalar o time contra a Juventus.

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