Para Oliveira, classe está perto de recuperar credibilidade
Passado o primeiro Campeonato Paranaense após o ''caso Bruxo'', o presidente da Comissão de Arbitragem do Paraná, Afonso Vítor de Oliveira, acha que a classe está no caminho de recuperar sua credibilidade. Ele, que assumiu a comissão depois que o ex-presidente Valdir de Souza foi tirado do cargo e indiciado como um dos integrantes do esquema de corrupção, disse que a resposta esta sendo positiva. ''O quadro estava desacreditado com aquele acontecimento (o caso Bruxo). Mas a resposta foi altamente positiva. Lançamos novos apitadores e a competição foi um sucesso'', avaliou.
Questionado sobre a recuperação da credibilidade, Oliveira respondeu com uma brincadeira. ''Eu acho que sim, mas será que os jornalistas concordam? Não tivemos nenhuma manifestação contrária'', disse.
Ele revelou que cobrou demais dos árbitros a questão da honestidade. ''Em todos os encontros disse aos árbitros que quem não tivesse com vontade de trabalhar dignamente que fosse cuidar de sua vida'', contou.
Oliveira não se esqueceu de dois episódios negativos. Um foi a validação de um gol em que a bola entrou pelo lado de fora, no empate entre Nacional e Rio Branco por 1 a 1. O outro, foi a marcação de um pênalti inexistente em favor do Paraná Clube pelo auxiliar Gilson Coutinho, num lance em que ele estava muito longe da jogada. ''Tivemos dois problemas em 114 jogos e nenhum dos dois influenciou nem no rebaixamento nem na classificação final'', reconheceu.
O ex-árbitro também não poupou elogios aos dois juízes das finais do Campeonato Paranaense, Evandro Rogério Roman e Cleivaldo Bernardo, eleito o melhor árbitro do Estadual. (T.M.)





