Para olheiro, time profissional ainda é inviável
A marca PSTC é sinônimo de excelência na arte de revelar jogadores. E os resultados não chegam por acaso. O clube tem dois centros de treinamento em Londrina e Cambé. São seis campos oficiais, local de treinos e ginásio com quadra poliesportiva. No complexo Londrina há um alojamento com capacidade para acolher 70 garotos, lavanderia e refeitório. ''Sempre deixamos em média seis vagas para meninos que chegam para testes. Aqui eles têm tudo, não falta nada'', disse Ticão, olheiro e supervisor do clube há oito anos.
A estrutura é uma das melhores do País, os profissionais que lá trabalham ídem. Mas uma pergunta é comum entre aqueles que acompanham de uma forma ou de outra o cotidiano do clube. Por que o PSTC não tem um time profissional? Ticão não demora nem cinco segundos para responder: os prejuízos seriam bem mais frequentes do que os benefícios. Além disso, o time dificilmente conseguiria torcedores o suficiente para alavancar sua popularidade na cidade.
''Não é viável. Londrina não comporta um segundo clube. A cidade só vive de Londrina Esporte Clube e mais ninguém. E olha lá. O Londrina precisa estar muito bem para ter público. É só ver a média do time no Brasileiro, é uma coisa vergonhosa. A própria Portuguesa não emplacou e não vai emplacar, o Café não emplacou. Na época teve o São Paulo e não deu certo. O Londrina vai capengando, está numa situação boa agora porque tem um pessoal que está investido por fora'', analisou.
A paixão por clubes da capital paulista é outro problema. ''A prioridade aqui é Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. Se jogar LEC e Atlético-PR no Estádio do Café, dá quanto? Cinco mil pessoas. Agora faz Palmeiras e Corinthians, enche o estádio''. (G.G.)





