Começar cedo em qualquer profissão pode não significar sucesso garantido, mas pode ser um importante passo para uma carreira vitoriosa. No caso dos esportistas, o início cada vez mais cedo é uma realidade. Tornou-se comum ver crianças saindo de casa antes mesmo de entrar na adolescência sonhando em brilhar no mundo esportivo.

Neste cenário que exige amadurecimento cada vez mais repentino, os jovens tenistas estão entre os que mais sofrem. Diante desta realidade, são obrigados a praticamente interromper suas infâncias, deixar casa, família e amigos para trás pelo sonho de brilhar e faturar títulos no glamouroso circuito mundial e suas 'poupudas' premiações.

Ficar longe da família e dos amigos é um dos motivos que levam muitas meninas a desistirem da modalidade. Talvez por isso, o tênis feminino brasileiro sofra com a falta de grandes destaques. Um ano mais velha que o companheiro de circuito, Liz Ghellere, 15, lembra bem do início das viagens. ''Para a mulher é um pouco mais complicado. Tem o lado dos pais, de deixar uma filha sair de casa, mas depois é tranquilo, acostuma'', reforça a tenista.

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