No primeiro jogo pós-Era Freitas Nascimento, o Londrina mostrou que suas limitações continuarão sendo um problema para qualquer treinador resolver. A falta de criatividade no meio-campo, a qualidade duvidosa dos defensores e a inoperância do ataque – os motivos que levaram a demissão do ex-técnico – foram percebidas nos 90 minutos do Clássico do Café.
‘‘Falta técnica, organização e regularidade’’, diagnosticou Tadeu Martins, o novo treinador. Para o capitão do último título estadual do Tubarão (1992), seu esquema não funcionou porque os laterais – Denis e Carlos Eduardo – não foram bem no apoio. ‘‘Com o Grêmio fechado, o time passou a depender deles, mas eles não conseguiram sair para o jogo’’.
Cabisbaixo e abatido, o LEC deixou o gramado acumulando a sexta derrota em onze jogos e sem palavras para explicar mais um fracasso.
‘‘Não tenho nem o que falar’’, disse o lateral-esquerdo Carlos Eduardo no final da partida. Seu colega, o meia-ofensivo Paulinho Andrade, conseguiu ser mais lacônico. ‘‘É difícil...’’.O zagueiro Dé se disse revoltado com os gols que a equipe deixou de fazer. ‘‘Não adianta querer segurar atrás, se não caprichar lá na frente’’, alfinetou.
O diretor de futebol, Persius Sampaio, e o presidente do clube, Osvaldo Sestário Filho, demonstraram desânimos após o resultado. De técnico novo e sem possibilidades de trazer reforços, eles se dizem impotentes para melhorar a situação. A primeira medida foi tomada ainda durante a partida: o atacante Rui Barbosa, que fez quatro partidas e nenhum gol, será dispensado hoje. ‘‘Não dá mais’’, disse Sampaio, irritado. ‘‘Se for preciso, há bons jogadores nos juniores’’, lembrou.

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