Arquivo FolhaMatador mexicanoHernandez tem sido, até agora, o jogador que decide tudo para o time do México na Copa da França Alemanha e México disputam hoje, às 11h30, no Estádio de La Mosson, em Montpellier, uma vaga nas quartas-de-final da Copa do Mundo. O confronto significa uma revanche para a seleção latino-americana, desclassificada exatamente pela Alemanha no Mundial que organizou, em 86. O México perdeu por 4 a 1, nos pênaltis, depois de um empate sem gols no jogo e na prorrogação.
O técnico Manuel Lapuente, do México, não poderá contar com Ramón Ramirez, um de seus principais jogadores, que foi suspenso por duas partidas pela expulsão diante da Holanda. Em seu lugar pode entrar Arellano, que tem características mais ofensivas, ou Bernal, um meia defensivo que sabe lançar de média distância. A entrada de Arellano pode indicar que Lapuente aposta em um jogo ofensivo, enquanto a opção por Bernal deixa a equipe mais equilibrada. Esta deve ser a alternativa. Outra mudança é a volta do lateral Pavel Pardo, que cumpriu suspensão.
Arquivo FolhaGoleador alemãoKlinsmann tem feito, em várias copas, importantes gols para a seleção da Alemanha e quer mais Alemanha - O técnico Berti Vogts, da Alemanha, continua confiante em sua equipe. Nenhum problema parece incomodá-lo. O meio-de-campo do time continua instável? ‘‘Isto é histórico no futebol alemão, pois tivemos problemas semelhantes antes de sermos campeões em 1954 e 74.’’ Lothar Matthaeus revelou-se um líbero melhor que o titular Olaf Thon? ‘‘Não importa quem joga, porque o sistema do time continua o mesmo.’’ A Alemanha não pode mais perder? ‘‘Isto é ótimo, pois os jogadores preferem atuar sob pressão.’’
O jogo contra o México será, para o treinador, o ponto de partida para os alemães confirmarem sua sólida posição de candidato ao título mundial. Depois de reclamar da atuação do meio-de-campo na primeira fase da Copa, Vogts confirmou o grupo do Bayern de Munique: Matthaeus, Hamann, Helmer e Tarnat.
Arquivo FolhaBierhoff, não confia muitoAntes da Copa, Vogts testou dez jogadores no meio e continou fazendo durante o Mundial.
O problema, acredita, é a forma diferente de atuar. ‘‘No Campeonato Alemão, os meio-campistas não estão acostumados a ter pouco espaço, como acontece aqui, o que poderia justificar o baixo rendimento’’, explicou. A colocação em campo tem sido um dos pontos mais discutidos pelo treinador. ‘‘Sei que a Alemanha não tem dado espetáculos porque os jogadores não se movimentam muito quando não estão com a posse da bola. Mas o importante é a execução do plano tático’’, comentou o técnico, como se quisesse aliviar o tom das críticas.
Já o atacante Bierhoff parece pessimista quanto ao futuro da seleção da Alemanha neste Mundial. ‘‘Basta reparar nas grandes equipes européias e sul-americanas que se classificaram. Nenhuma gera tantas dúvidas como a nossa’’, supõe Bierhoff.

Alemanha
Koepke; Kohler, Woerns, Matthaeus, Heinrich e Hamann; Helmer, Haessler e Tarnat; Bierhoff e Klinsmann. Técnico: Berti Vogts

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