Para o estreante Carlos Alberto, ganhar hoje é questão de honra
Ao estrear oficialmente hoje na quarta-zaga do Londrina, Carlos Alberto, 34, ex-companheiro de Dunga na equipe japonesa do Jubilo Iwata, já sabe como encarar o ataque do Atlético Goianiense. Antes de mais nada, ele afirma que a defesa não pode repetir os erros que mostrou na partida contra o Remo. Eu vi do lado de fora. Era como se eu não acreditasse no aconteceu em campo. Tomamos um gol, podíamos reagir, mas tomamos o segundo e deu uma pane geral. Deu um branco no time. Se depender de mim, isso não vai ocorrer mais.
Carlos Alberto não analisou individualmente os companheiros, mas, no caso da defesa, entende que seria necessário pegar mais forte. Você precisa chegar primeiro na dividida e matar logo a jogada, sem ser desleal, ensina. Isso também vale para o meio-de-campo e ataque. Para todos os setores. No futebol competitivo de hoje, é importante que haja solidariedade e constante perseguição à bola.
Carlos Alberto se considera um líder que procura incentivar o grupo de uma forma positiva. Não admite que um zagueiro jogue calado. O que é liderança? Não se pode confundir. É você gritar na hora certa e passar coisas boas aos colegas. Passar coisas positivas. Isso eu faço muito. Comigo é assim: pega aqui, pega lá... Pega atrás, pega no meio, pega na frente... Não fico em silêncio de jeito nenhum.
Segundo Carlos Alberto, ganhar do Atlético Goianiense não significa um simples desafio. É muito mais que isso. É uma questão de honra. Vamos provar que estamos aqui porque temos ambição na carreira. Queremos provar que temos condições de dignificar a camisa do Londrina. Criticaram demais o time na derrota da estréia. Ninguém gostou. Tudo bem: se erramos, só nos resta tirar as lições. Nada de esquecer o que se passou. É bom usar o mau resultado como referência pra que a gente melhore. Agora é trazer os três pontos de Goiânia. Nosso grupo é bom e unido. Temos força pra superar aquela derrota.
Na opinião de Carlos Alberto, as pressões não podem influenciar no rendimento da equipe. Ele não cita o nome de nenhum companheiro, mas, ao falar do assunto, é como se mandasse um recado direto para todo o grupo. Não devemos ir a campo preocupados com os torcedores, que vão ao estádio para nos incentivar e têm o direito de gritar e de vaiar. Nossa obrigação é jogar futebol. Nosso compromisso é lá no gramado. Não podemos ligar para o que pensam as pessoas ou para o que comenta ou escreve a imprensa. Se o jogo é fora ou em casa... Se a gente coloca isso na cabeça, aí não tem jeito. Tudo fica mais complicado. Aí você perde a tranquilidade.
Carlos Alberto não se impõe apenas pela versatilidade nas bolas altas ou nas baixas. É um zagueiro que prefere o estilo clássico, mas, se as circunstâncias exigem, entra forte nas divididas. Ali atrás a gente não pode vacilar, recomenda. Também é eficiente nas cobranças de faltas. Bate forte e bem colocado. Além disso, Carlos Alberto, de 1,87 metros, procura ir à frente na hora dos escanteios para tirar vantagem da elevada estatura e concluir de cabeça. O coletivo de sexta-feira, aliás, revelou que aí está um dos expedientes do esquema de Varlei na tentativa de surpreender o Atlético Goianiense.Marcos BorgesDeterminaçãoO zagueiro Carlos Alberto no apronto de sexta-feira: Vamos provar que estamos aqui porque temos ambição na carreiraNelson Cilo





