Belo Horizonte - O técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, disse que o poder de reação dos jogadores foi fundamental para o time sair do Mineirão com o empate diante do Cruzeiro, após estar perdendo por 2 a 0. Muricy lembrou os momentos difíceis vividos pela equipe nas últimas semanas, com a morte do goleiro reserva Weverson, em um acidente de carro, e a perda do título da Libertadores para o Inter.
''Nosso time reagiu bem no que diz respeito aos acontecimentos, não só pela perda do título, mas pela perda de um amigo que nós tivemos. A gente vem aí há uns dez ou 15 dias num processo difícil com os jogadores, com a cabeça dos jogadores. Mas eles reagiram bem e é assim que tem de ser, eles são profissionais e a vida tem de continuar'', declarou o treinador.
O técnico do São Paulo revelou que o plano era partir para cima do Cruzeiro e abrir vantagem no placar logo no primeiro tempo, mas o ataque falhou nas finalizações. ''No começo do jogo, tínhamos um plano de pressionar o Cruzeiro, só que todas as vezes que nós viemos à frente, nós tivemos a chance do gol, mas aí você não faz, toma o contra-ataque e toma o gol. A mesma coisa, no segundo gol (do Cruzeiro). Mas nós continuamos com nosso plano. No final, nós tivemos chance de ganhar o jogo, eles também, eu acho que foi um jogo que agradou''.
No vestiário, o treinador recebeu uma homenagem do grande nome da partida, Rogério Ceni, que fez dois gols e é, agora, o maior goleiro-artilheiro do mundo, com 64 marcados na carreira, dois a mais que o paraguaio Chilavert. Ceni deu a Muricy a camisa que usou no primeiro tempo. Foi sob o comando do técnico, há nove anos, que o goleiro marcou pela primeira vez. (Agência Estado)

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