São Paulo - Se para muitos atletas e dirigentes há um profundo contraste entre a realidade do esporte nacional e a meta de transformar o País em uma potência olímpica com a realização de uma edição dos Jogos no Rio, para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Ministério do Esporte não há conflito. Ambos alegam que a Olimpíada poderia acelerar o crescimento do esporte, embora não tenha sido isso o que foi visto após o Pan de 2007.
  O COB defende que o esporte brasileiro vem progredindo a cada Olimpíada, então não há porque não pensar que no futuro o País possa virar uma potência. ‘‘A evolução do esporte brasileiro após o repasse das verbas da Lei Agnelo/Piva é evidente. Em Pequim (2008), o Brasil disputou 41 finais, em Atenas (2004) foram 30 e em Sydney (2000), 22. Isto representa um aumento de 36% em relação a Atenas e de 86% em relação a Sydney’’, disse o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman por meio de sua assessoria. ‘‘Nas disputas diretas pela medalha de ouro, o Brasil registrou um aumento de 82,35% em relação a Atenas. Em Atenas foram 17 disputas e em Pequim foram 31.’’
  O ministro do Esporte, Orlando Silva, acha que a realização de uma Olimpíada no País pode servir de alavanca para acelerar o desenvolvimento do esporte nacional. ‘‘Acho que não há contradição entre a realidade atual e a proposta de fazer do Brasil potência olímpica. Os Jogos podem dar mais força à agenda esportiva’’, acredita.
  Hoje, segundo Orlando Silva, o governo federal dá apoio ao esporte como nenhuma outra administração fez. Conta com o Bolsa Atleta, a lei de Incentivo ao Esporte e o Projeto Segundo Tempo, mas, para que o Brasil seja a potência que tanto sonha, também é necessário que outras esferas também se mobilizem. ‘‘Só com a ação do governo Federal, clubes e atletas é impossível. Onde está o Bolsa Atleta estadual ou o municipal? Acho que é preciso abrir o leque de discussões porque os estados e municípios estão na base do desenvolvimento’’, afirmou o ministro. (V.Z./Agência Estado)

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