São Paulo - Martin Whitmarsh, chefe mecânico da escuderia inglesa McLaren, declarou na manhã de ontem ''a Fórmula 1 poderá entrar em crise financeira'', caso sejam aprovadas as propostas da FIA de mudar a regulamentação da categoria em 2005 e 2006.
Max Mosley, presidente da entidade máxima do automobilismo mundial, pediu que as equipe propusessem uma série de medidas alternativas em setembro, mas desde julho os dirigentes das equipes já vêm se reunindo. E não chegam a nenhum acordo sobre mudanças no regulamento.
''Não estamos de acordo com as mudanças que estão sendo propostas. Acreditamos que muitas delas são puro exagero e não trará benefício nenhum para a categoria. Não podemos permitir que se crie uma crise no nosso esporte por introduzir mudanças tão bruscas de maneira tão rápida'', declarou Whitmarsh.
A verdade é que as equipes tiveram vários meses para apresentar medidas alternativas à FIA e só agora, com o prazo acabando, se manifestam por não ter nenhuma proposta de planejamento pronta em relação ao regulamento. ''Entendemos as razões pelo qual querem fazer as mudanças, mas não apoiamos esse processo em um período tão curto de tempo'', concluiu o chefe mecânico da McLaren.
Já o suíço Peter Sauber, dono da equipe que leva o seu nome, disse no fim de semana que a guerra entre as fabricantes de pneus da categoria, a japonesa Bridgestone e a francesa Michelin, está fugindo ao controle de todos. Para Sauber, esta competição só favorece aos times de ponta, prejudicando ainda mais as equipes mais modestas, como é o caso da Sauber.
Animado com a quarta colocação obtida no GP de Hungaroring, Juan Pablo Montoya espera repetir o desempenho nesse final de semana, quando acontece a etapa belga do circo da Fórmula 1. Na Hungria, o colombiano ajudou a Williams a somar mais sete preciosos pontos para melhorar na classificação do Mundial de Construtores.
''A julgar como andava as coisas nas últimas corridas, a minha quarta posição somada aos dois pontos conquistados pelo Antonio (Pizzonia, brasileiro que substitui Ralf Schumacher) foi um resultado para criar esperança. Demonstramos que estamos progredindo e que vamos lutar de igual a igual com BAR e Renault'', declarou o colombiano.
Apesar de feliz com os avanços mecânicos do carro, que podem garantir uma boa posição final no Mundial de Construtores, Montoya garante que será difícil vencer a escuderia italiana no resto da temporada. ''Tal como a Ferrari está correndo atualmente, acredito que nada irá superá-los em velocidade esse ano. Acredito que na China e no Brasil teremos mais oportunidade de vencê-los, mas acho pouco provável que percam'', finalizou o piloto.

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