O técnico Dirceu Mattos afirmou ontem à tarde, horas depois de receber a notícia de que não era mais o comandante do Londrina, que já esperava a demissão desde a noite de quarta-feira, quando o time empatou com a Adap Galo em casa depois de estar vencendo por 2 a 0. ‘‘A gente sente no ar’’, disse.
  Após o empate, ele foi cobrado publicamente pelo diretor de futebol, Adir Leme da Silva, que estava em São Paulo ontem, principalmente quanto às substituições feitas durante a partida. ‘‘Não posso aceitar situações de A ou B querendo interferir’’, deixou escapar, corrigindo depois. ‘‘Não houve interferência na escalação, no meu trabalho, porque nunca dei brecha para isso’’.
  Mesmo deixando o time da forma que está, o treinador afirmou que não está magoado com a diretoria, mas sim com a situação. ‘‘É questão de profissionalismo. Fiquei chateado com a maneira como vou deixar a equipe, pois pegamos (o Londrina) do nada e deixamos em igualdade de condições para buscar o título’’, desabafou.
  Mattos também acredita que a partir de agora a cobrança em cima da diretoria será maior. ‘‘Estou deixando o Londrina na liderança e agora aumenta a responsabilidade deles. Eles (a diretoria) não têm o que alegar sobre o meu trabalho’’, disparou.
  O treinador ficou 71 dias no comando da equipe, substituindo Mauro Madureira, que pediu demissão no final de maio. Neste período, foram seis amistosos, com duas vitórias, um empate e três derrotas, e seis jogos pela Copa Paraná, com quatro vitórias, um empate e uma derrota. (T.M.)

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