Para Marin, Brasil está progredindo
Rio - A seleção brasileira segue sem vencer no retorno de Luiz Felipe Scolari ao comando da equipe, mas o presidente da CBF, José Maria Marin, garante que a equipe está no caminho certo. Após o empate por 1 a 1 com a Rússia em amistoso disputado no estádio Stamford Bridge, em Londres, na última segunda-feira, o dirigente conversou com Felipão e com o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira e garantiu que a equipe está em evolução.
"Eu disse após o jogo contra a Itália e repito hoje (terça): a seleção brasileira está no bom caminho. O time ainda tem o que melhorar, mas já tem mostrado um futebol que me deixa essa certeza, a de que está progredindo", afirmou, ao site oficial da CBF.
Técnico da seleção brasileira na conquista do título da Copa do Mundo de 2002, Felipão retornou ao comando da equipe no final de novembro de 2012, quando substituiu o demitido Mano Menezes. Depois disso, o Brasil disputou três amistosos, com uma derrota para a Inglaterra (2 a 1) e empates com Itália (2 a 2) e Rússia (1 a 1).
A seleção brasileira voltará a entrar em campo em abril, quando disputará dois amistosos contra Bolívia, no dia 6, em Santa Cruz de la Sierra, e Chile, no dia 24, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.
Antes da sua estreia na Copa das Confederações, o Brasil vai disputar dois amistosos com a força máxima. Os jogos serão diante de Inglaterra, em 2 de junho, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, e França, em 9 de junho, na Arena Grêmio, em Porto Alegre.
Trégua
As vaias ouvidas pelos jogadores da seleção na partida contra a Rússia, dirigidas principalmente a Neymar, criaram uma preocupação adicional no grupo: o temor de ser apupado também quando atuarem dentro do território brasileiro. Daqui para frente e até o final da participação na Copa das Confederações, a seleção só vai jogar em casa e a esperança é ter o apoio, e a compreensão, da torcida, principalmente porque a equipe ainda está em formação.
O pedido de trégua foi feito pelo capitão Thiago Silva, logo após o empate com a Rússia. "Queria pedir à torcida que tenha um pouco de calma com a gente. O torcedor está no seu direito, pois paga ingressos e não vê que o rendimento não é bom, vaia. Mas isso coloca mais pressão sobre os jogadores", disse o zagueiro, arrematando: "Se tiver que vaiar, vaia no final do jogo". (A.E.)





