Cuiabá- Frágil e amadora, a Islândia pode se tornar uma ‘‘pedra no sapato’’ da seleção brasileira. E para que isso não aconteça, o goleiro Marcos já definiu uma estratégia particular, mas que, diz acreditar, pode valer para todo o grupo. Para ele, vencer não é suficiente. O Brasil precisa golear. E de zero. ‘‘Seria bom se conseguíssemos fazer muitos gols e não levar nenhum’’, disse. ‘‘Um gol sofrido em uma partida como essa representa mais do que em outro jogo.’’ O jogador do Palmeiras não disse, mas se refere à expectativa criada pela torcida cuiabana em relação ao jogo de amanhã. Ciente da fragilidade do adversário que terá pela frente e do comportamento dos torcedores durante os treinos (eles não estão nada satisfeitos, sobretudo com o ataque), Marcos sabe que, se sofrer um gol, não apenas ele, mas a equipe não será poupada.
Desde domingo, quando a delegação desembarcou em Cuiabá, a pressão tem sido grande. Como se não bastassem os tradicionais gritos de ‘‘Romário, Romário’’, os atacantes chamados pelo técnico Luiz Felipe Scolari, principalmente o ponte-pretano Washington, se tornaram alvo de ofensas constantes.
A situação chegou ao ponto de o treinador, durante o treino de penalidades, combinar com Marcos para deixar Washington converter sua cobrança, a fim de aliviar as gozações que vinham das arquibancadas do Estádio Verdão.
E a preocupação do goleiro da seleção vai além do resultado de quinta-feira. Marcos disse acreditar que sofrer um gol contra a Islândia pode até mesmo comprometer a vaga no grupo que estará na Coréia e no Japão disputando o Mundial.

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