Para Márcio Santos, atrito com Carpegiani é coisa do passado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2000
Por José Rodrigues 
Santos, 11 (AE) - O atrito com Paulo Sérgio Carpegiani é coisa do passado para o experiente zagueiro Márcio Santos, que deixou o São Paulo depois do rompimento com o então técnico tricolor e atual treinador do Flamengo.
"Não se deve guardar mágoas, pois amanhã poderemos nos encontrar em outro time", disse ele, mais preocupado em conseguir uma vitória no jogo de amanhã contra o Flamengo, no Maracanã, pelo Rio-SP, do que em cultivar desavenças.
Márcio Santos está à vontade na Vila Belmiro. Comenta que a recepção que teve por parte dos companheiros foi muito boa e gostou de ver a torcida gritando seu nome já no jogo de estréia com a camisa do Santos, justamente contra seu ex-time, o São Paulo. Ele está acompanhando a evolução de seu time e acha que a primeira vitória no Rio-São Paulo, que só ocorreu na quinta rodada, contra o Botafogo, deveria ter chegado antes. "Fomos bem na segunda partida contra o São Paulo e na primeira contra o Flamengo e já merecíamos a vitória".
O zagueiro entende como positivo para o Santos o fato de o adversário deste sábado ainda ter chances de classificação. "Assim, o Flamengo vai jogar aberto, facilitando um pouco o trabalho de marcação". Segundo Márcio Santos, seu time precisa "jogar um futebol consciente, pois o Maracanã é um campo muito grande, que exige uma tática especial para não entrar no jogo de quem está acostumado a jogar naquele estádio".
Pelas dimensões do campo, Márcio Santos tem passado para seus companheiros que o segredo é "jogar com a bola no pé, em toques". Isso, para evitar o desgaste prematuro. "Se o jogador corre muito num campo desses, fica esgotado rapidamente, o que é perigoso". O zagueiro fala também da evolução em sua equipe: "o entrosamento está melhorando a cada jogo e o time está se fortalecendo com a chegada de reforços", disse ele, referindo-se a Rincón, Carlos Germano e Robert, contratados esta semana.


