Na Série B do Campeonato Brasileiro do ano passado, o Londrina marcava e tomava poucos gols fez 28 e tomou 30 em 25 jogos. No Paranaense, a coisa mudou. Em sete jogos, o ataque construiu 14 gols (média de dois por partida) e a defesa foi vazada 12 vezes.
Marcão, 31 anos, capitão na Era Ivair Cenci, sabe bem a diferença de ser zagueiro com o ex-técnico e ser zagueiro com Fernandes. ''Temos mais qualidade na frente, nos meias e isso acaba nos expondo mais'', explica. ''Além disso, no 4-4-2 a equipe corre mais risco'', considera, comparando com o 3-5-2 de Ivair Cenci.
Mas o carioca de 1m87, cuja maior característica é a serenidade, acredita que o fato de o time tomar mais gols nesta do que na temporada passada pode ser explicado pelo desentrosamento. ''Esta equipe foi formada dentro da competição. Chegaram oito ou nove jogadores e não foi mantida uma espinha dorsal'', lembra. ''Na equipe do Brasileiro, os jogadores já se conheciam de outros clubes''.
Marcão também avalia que este ano os jogadores reservas estão entrando e mantendo o nível do time titular. Outra diferença é o astral do time. ''Trabalhar em cima de vitórias é sempre melhor''. (L.F.M.)

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