Para Mano, Venezuela não é 'galinha morta'
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sexta-feira, 01 de julho de 2011
Thiago Mossini <br> Enviado à Argentina 
Los Cardales, Argentina - Por muito tempo, a Venezuela foi tratada como peso morto no futebol sul-americano. Se o confronto fosse contra o time da terra de Hugo Chavez, fosse quem fosse o adversário, era certeza de vitória. Porém, o tempo passou e os venezuelanos evoluíram. Conseguiram até ganhar do Brasil, em 2008, em um amistoso. Por isso, ontem, o técnico Mano Menezes, da seleção brasileira, tratou logo de mudar essa imagem tirando o rival da estreia na Copa América, amanhã, no Estádio Ciudad de La Plata, do grupo das ''galinhas mortas''.
''Hoje existem poucas galinhas mortas no futebol e a Venezuela não está mais entre elas. É uma equipe que trabalha duro para mudar a situação e fez uma partida equilibrada contra a Espanha. Eles têm tentado mudar o jeito de jogar e certamente darão trabalho'', analisou o treinador, lembrando a vitória recente dos campeões mundiais por 3 a 0 em amistoso. ''Marcam no campo adversário algumas vezes e têm velocidade. É uma seleção que vai fazer o seu papel e certamente vai criar dificuldades para a Seleção, mas isso na proporção do nosso desempenho'', seguiu.
O alerta pode ser interpretado de uma outra forma também. O Brasil deixou o campo nos amistoso contra Holanda e Romênia vaiado pelo futebol apresentado. Novo desempenho ruim pode gerar mais protestos dos torcedores, que esperam há tempos por uma vitória convincente do time verde e amarelo.
Assim, pressionado, Mano sabe que uma boa campanha na Copa América é essencial para que o trabalho de renovação gradual aconteça de maneira tranquila. Prestes a completar um ano a frente da seleção brasileira, ele não conseguiu obter nenhum triunfo sobre um grande adversário. Foram derrotas para Argentina e França e empate com a Holanda. No mais, vitórias sobre equipes modestas.
Por isso mesmo, o treinador pede paciência aos críticos nesse momento de renovação. ''Penso que as coisas devem seguir uma ordem natural. Primeiro, a montagem da equipe nova. Depois, as vitórias para firmar a ideia não só na cabeça do torcedor, mas dar confiança aos jogadores com nova proposta'', comentou o técnico.
Com o passar dos jogos, o comandante acredita que as apresentações melhores virão consequentemente e o Brasil poderá aproveitar o potencial ofensivo que tem em mãos. ''Mais tarde, poder fazer de forma mais convincente e elegante, para que todos gostam. Não dá para queimar etapas. Se caminharmos de maneira errada, podemos tropeçar e regredir'', comentou.


