Para Luxemburgo, voltou o respeito ao Santos
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Agência Estado 
São Paulo - A vitória sobre o milionário Corinthians era tudo o que o Santos precisava. Vanderlei Luxemburgo e os jogadores assumiam ontem, no embarque para Aracaju o time enfrentará o Sergipe na quarta, pela Copa do Brasil , que o ânimo é outro. O pessimismo foi deixado para trás.
Tanto que o Santos espera derrotar o Sergipe por mais de um gol para ficar com a vaga para a próxima fase da Copa do Brasil sem ter de jogar novamente contra os sergipanos na Vila Belmiro.
''Vencer o clássico foi excelente. Nós conseguimos mostrar que somos uma equipe competitiva e que merece a confiança do torcedor. Tem gente que ainda desconfia, diz que ganhamos jogando mal. Mas essas pessoas não têm noção que estamos formando um time. Se a gente continuar ganhando de meio a zero está ótimo. O importante é que o Santos voltou a ser respeitado'', discursou Luxemburgo.
O técnico sabia que havia vencido também um duelo particular. Não com o ameaçado Antônio Lopes, que é seu amigo. Mas com Kia Joorabchian. O presidente da MSI queria a vitória de qualquer maneira, pelo fato de Luxemburgo haver desprezado duas vezes convites para trabalhar no Corinthians.
Cercado de microfones, Luxemburgo posou de humilde. ''Não tem essa história de nó tático, de que eu ganhei o jogo. Só escondi a escalação o quanto pude como a lei me permite. Escalei e o resto foi por conta dos jogadores. A vitória não foi minha. Foi do meu time'', disse o treinador.
Tão feliz como ele estava Fábio Costa. O goleiro trocou a Vila Belmiro pelo Parque São Jorge e depois retornou ao Santos, renunciando à chance de disputar a Libertadores neste ano. ''Ganhar do Corinthians é excelente para qualquer equipe. Eu não quero falar só de mim, porque faço parte de um grupo'', comentou.
O goleiro não aceita a constatação de que Corinthians, São Paulo e Palmeiras estão muito mais pressionados do que o Santos por causa da disputa da Libertadores. ''E nós com a Copa do Brasil? Queremos garantir a nossa participação na Libertadores de 2007 e entramos na Copa do Brasil com a pressão de vencê-la'', avisou.
Esperto, Luxemburgo tratou de não seguir o raciocínio de Fábio Costa e impor a seu time a obrigação da vitória na Copa do Brasil. ''Estamos bem e confiantes, mas a Copa do Brasil não é o único caminho para a Libertadores. Tem o Brasileiro também. Não é tudo ou nada'', observou, ciente de que não é bom trazer tanta responsabilidade ao seu grupo em formação.
Geílson, que foi tratado como celebridade no aeroporto por causa do gol da vitória sobre o Corinthians, repassava toda a festa a Luxemburgo. ''A culpa pelo meu futebol estar melhorando é dele. Ele consegue arrancar o melhor de cada atleta'', elogiou o atacante.
O médico Joaquim Grava ainda tinha uma boa notícia em relação a Reinaldo. Em vez de um mês como se comentava no domingo, o atacante deve ficar fora de 10 a 12 dias por causa de um estiramento muscular na coxa esquerda.


