O técnico Wanderley Luxemburgo diz não estar preocupado com a possibilidade de jogar para pouca gente. ‘‘O que temos é obrigação de ganhar, seja em Washington ou em qualquer outro lugar’’, explicou, negando ter achado um mau resultado o empate que teve na estréia da seleção, 1 a 1 com a Iugoslávia, no Maranhão. ‘‘Aquele foi um jogo contra um grande adversário, um jogo que qualquer um poderia ter ganho.’
O lateral Cafu, capitão do time, é da mesma opinião. ‘‘Eu, particularmente, acho que a torcida vai acabar aparecendo. Mas, de qualquer jeito, isso é o de menos. Temos que fazer nossa parte.’ O Equador, adversário considerado fraco e dirigido interinamente por Polo Carrera, técnico da seleção sub-23, passou ontem o dia fazendo compras e à tarde fez o reconhecimento do estádio RFK.
Mas, apesar de nunca na história ter vencido o Brasil - foram, segundo a CBF, 2 empates e 16 derrotas em confrontos diretos - e não ser uma equipe que atraia o interesse da torcida, é, para Luxemburgo, uma seleção de respeito. ‘‘Se a Dinamarca perdeu em casa para o País de Gales, a Espanha, para Malta, a Alemanha, para a Turquia, não somos nós que vamos desrespeitar o Equador.’
Árbitro polêmico - Você se lembra do juiz que apitou o pênalti do zagueiro Júnior Baiano, que segurou o atacante norueguês Tore Andre Flo pela camisa, provocando a primeira derrota do Brasil na Copa da França?
Contestadíssimo na ocasião, já que imagens captadas pelas câmeras de TV não mostravam contato físico entre os jogadores, Esfandiar Baharmast, o juiz, foi salvo no dia seguinte ao do jogo, quando a TV sueca comprovou a falta.
Do inferno ao paraíso. Hoje, Baharmast não só virou ídolo entre os amantes do futebol nos EUA, como acabou sendo nomeado diretor de árbitros da Federação Norte-Americana de Futebol. O juiz, apontado como exemplo de honestidade e firmeza nas decisões, poderá apitar o amistoso de hoje do Brasil, conforme anúncio da federação norte-americana.
Representantes da Nike, no entanto, diziam ontem à tarde que o árbitro seria outro. Mas a empresa que patrocina as seleções do Brasil e dos EUA não tinha em mãos o nome do novo árbitro, limitando-se a dizer que seria um norte-americano. Depois da Copa-98, além do reconhecimento pelo seu trabalho, ao ser nomeado para o cargo de diretor de árbitros dos EUA, Baharmast tem recebido outras manifestações de carinho.

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