Para Luxemburgo, time precisa jogar mais se quiser ser campeão
Luiz Claudio Oliveira
Enviado da Folha
A Seleção Brasileira vai precisar jogar mais do que vem mostrando se quiser ficar com o título de bicampeão da Copa América. A análise não é de nenhum torcedor mais exigente, mas do próprio técnico Wanderley Luxemburgo, que está cobrando isso de seus jogadores.
- Este tem que ser o melhor jogo da competição. É preciso produzir mais e melhor. É preciso mudar para fazer o melhor se quiser ficar com o título. Para a decisão, tem que se estar no melhor momento. E nós vamos estar - garantiu o técnico, ontem, em entrevista coletiva no hotel onde a Seleção está concentrada, em Foz do Iguaçu.
O time que vai enfrentar o Uruguai, amanhã, em Assunção, pela final da Copa América, será o mesmo que começou as duas últimas partidas - contra a Argentina, pelas quartas-de-final, e México, nas semifinais. Luxemburgo não deve fazer alterações, e está cobrando uma melhora de atuação de todos os jogadores. Para ele, só assim se ganha um título.
- Quero que minha equipe viva intensamente este momento, que esteja preparada, em busca da conquista.
O técnico não gosta de lembrar o passado e, por isso, se recusa a falar de outras disputas entre Brasil e Uruguai. Apesar de afirmar sempre que quer imprimir nesta equipe o rótulo de campeão, o técnico também não deve mudar o trabalho caso a Seleção não vença o Uruguai amanhã.
- Esta é a base de um início de trabalho. O grupo está sendo formado agora, mas visando as Eliminatórias da Copa. Até lá ainda falta tempo e muita coisa pode mudar, mas a base é essa.
Luxemburgo não aceita também a comparação entre time experiente - o do Brasil - e inexperiente - o do Uruguai - nesta final. Ele lembra que o Uruguai tem apenas um jogador de seleção sub-20, que é o goleiro Carini, que tem apenas 19 anos, a mesma idade de Ronaldinho Gaúcho. Para ele, a Seleção Brasileira também vem fazendo um trabalho de renovação. É só ver que este grupo está sem 16 jogadores que participaram da Copa do Mundo da França, observa.
Com relação ao desempenho de Ronaldo e a confusão que aconteceu depois que o atacante não quis ficar no banco de reservas, com os outros jogadores, após ser substituído contra o México, o técnico afirmou que, se precisar, vai novamente substituir o artilheiro.
- A troca de jogadores é normal e a reação do Ronaldo também foi normal. Se tiver que trocar o jogador, essa é a minha função. Espero não precisar mais substituir Ronaldo porque admiro muito o futebol dele, mas, se for preciso, eu o farei.
Ronaldo considera o assunto superado e prefere falar do jogo com o Uruguai. Ele afirma que trata-se de uma equipe difícil e jovem e que o ataque adversário é a parte que mais preocupa. Conhece, da Europa, os jogadores Magallanes, que joga no Atalanta (Itália) e está se transferindo para o Santander (Espanha). E Zalayeta, que estava na Juventus e transferiu-se para o Empoli, ambos da Itália.
- A Copa América tem uma importância muito grande e Oxalá eu marque gols na final, como marquei na final de 97, na Bolívia - disse o jogador, que é, junto com Amoroso, o artilheiro da Copa América, com quatro gols marcados em cinco jogos.





