São Paulo - O técnico Marcello Lippi, que comandou a Itália na campanha vitoriosa do Mundial-2006, disse que seus jogadores se superaram para atingir o objetivo.
  ‘‘Tenho que agradecer os jogadores. Eles tiveram vontade, caráter e muita personalidade’’, disse o treinador. ‘‘É o momento de maior satisfação da minha carreira. Dedico a vitória para a minha família’’, completou.
  Reserva no início da Copa - só disputou a primeira partida devido a uma lesão de Zambrotta -, o lateral-esquerdo Fabio Grosso foi o responsável por converter o último pênalti da vitória italiana sobre a França, ontem, em Berlim, que deu o tetracampeonato mundial à seleção de Lippi.
  A ‘‘autoria’’ do gol do título foi o principal momento do jogador no Mundial. No entanto, esta não foi a única vez que o atleta, que recentemente trocou o Palermo pela Inter de Milão, teve papel decisivo na Copa do Mundo.
  Na difícil partida contra a Austrália, nas oitavas-de-final da competição, Grosso ‘‘arranjou’’ um pênalti aos 48min do segundo tempo. O meia-atacante Francesco Totti não desperdiçou a chance e fez o único gol do jogo.
  Nas semifinais, a estrela do jogador brilhou mais uma vez. Após empatar por 0 a 0 no tempo normal e na primeira etapa da prorrogação, o jogador recebeu passe de Pirlo e, aos 14min do segundo tempo, fez o gol decisivo para classificação italiana para a decisão - Del Piero ainda marcou o segundo.
  Revelação tardia, Grosso só fez a sua primeira partida na seleção da Itália com 25 anos -contra a Suíça, em abril de 2003. Depois disto, jogou mais 22 vezes no time nacional e marcou dois gols.
  O jogador de 29 anos iniciou sua carreira no Chieti e passou por Teramo e Perugia antes de chegar ao Palermo, onde se destacou a ponto de ser um dos reforços da Inter de Milão para a próxima temporada.

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