Poucos acreditavam que o Santos poderia realizar uma campanha como a que está realizando no Brasileiro. Os reforços pedidos pelo técnico Leão não chegaram e o time teve que entrar na competição praticamente com o mesmo grupo que disputou o Paulista. Depois de vencer muitos obstáculos, o time está na liderança do campeonato e, agora, o treinador procura conter o excesso de entusiasmo dos jogadores, que pode acabar prejudicando o desempenho da equipe, praticamente classificada para a próxima fase do torneio.
‘‘O que importa é a classificação, não a liderança, que é secundária’’, disse Leão, destacando que ‘‘os atletas sabem disse e estão mais que vacinados contra esse tipo de influência’’.
Ele atribui a boa fase a ‘‘uma contingência daquilo que os jogadores fazem dentro de campo’’. Além disso, destaca que o time está tendo calma para jogar: ‘‘Num campeonato como o Brasileiro, quem tem pressa de vencer acaba errando e sendo derrotado’’. Para ele, ‘‘de uns tempos para cá, nossos atletas estão jogando com a certeza de que podem vencer, sem pressa’’.
A liderança esconde um problema que está ficando cada vez mais grave: o grupo é pequeno, o que obriga Leão a lançar juniores na equipe principal. Com a contusão de Aristizábal e de Jorginho, dois dos mais importantes jogadores do esquema tático do Santos, o time podia sentir, mas isso acabou não ocorrendo. Alessandro voltou à equipe, depois de um programa especial de treinamento para aumentar a velocidade, enquanto o novato Eduardo Marques era lançado no meio-de-campo.
‘‘Temos um grupo pequeno e isso nos preocupa’’, revela Leão, que não está conformado com a situação que vive. ‘‘Já que não tem solução, a gente remedeia, mas não quer dizer que não estamos preocupados com a reposição dessas peças.’’ Enquanto não pode contar com o meia-atacante japonês Maezono, sente que o problema está aumentando com a ausência constante de jogadores por suspensão.
No jogo de amanhã, contra o Coritiba, mais uma vez terá que mudar a equipe, já que Narciso irá cumprir o segundo jogo da pena de três jogos que pegou, em julgamento realizado esta semana. ‘‘Estamos sempre trocando o time, por contusão ou suspensão e, quando isso acontece, o banco fica desfalcado’’, disse o treinador, lembrando que quarta-feira só contava com 17 atletas para levar ao campo.
Por conta disso, anunciou que vai realizar um rodízio. ‘‘Pode ser novidade para alguns, mas não podemos perder algum jogador que pode ser preservado para uma situação mais difícil’’. No jogo contra a Ponte Preta, ele tirou Athirson, que jogava bem mas tinha levado um cartão amarelo. ‘‘Num lance rápido, ele poderia levar outro e ser expulso, o que criaria um problema para nós’’. Para adotar esse esquema, ele conta com ‘‘a ajuda de todos os que estão entrando e saindo’’.
Destacou que naquela partida colocou três jogadores da casa no meio-de-campo e, durante o jogo, colocou outros novatos em campo. ‘‘Isso é motivo de um grande orgulho para esses atletas, que estão se esforçando cada vez mais’’, disse o treinador. Para o jogo de amanhã, contra o Coritiba, Claudiomiro deverá retornar à quarta-zaga, depois de ter cumprido suspensão automática. O meia-atacante japonês Maezono deverá aguardar mais uma semana para regularizar a sua documentação, iniciando hoje os treinamentos com o grupo de jogadores.

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