Para Leão, garra e tradição tornam o Santos favorito
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segunda-feira, 28 de abril de 2008
Gazeta Press 
Santos - O mesmo Emerson Leão que, no início do ano, classificava o Santos deixado pelo desafeto Vanderlei Luxemburgo como ''pasto deteriorado'' já considera o time favorito ao título da Copa Libertadores da América. Ele não mudou sensivelmente sua opinião sobre o que tem em mãos, porém se entusiasmou com a reação de seus jogadores.
Para Leão, a garra demonstrada pelo Santos em jogos como contra o Cúcuta, que garantiu a classificação de sua equipe para enfrentar novamente os colombianos nas oitavas-de-final, poderá igualá-la em condições de conquista a adversários com mais recursos em seus elencos. Prova da carência do Peixe é a ausência de um lateral-direito de origem desde o entrave judicial com Denis. O zagueiro Betão assumiu a posição.
''Quem se acertou com a tradição e o espírito de Libertadores é candidato ao título tanto quanto quem tem mais qualidade ou um banco de reservas com opções variadas'', afirmou Leão, que costumeiramente exalta a memória do Santos, bicampeão continental em 1962 e 1963.
Os jogadores do Santos já endossaram o discurso do treinador. O zagueiro Fabão, por exemplo, fala até em transformar a raça demonstrada pelo Santos em ''catimba argentina'' diante do Cúcuta. ''Contra eles, fizemos duas partidas em circunstâncias totalmente diferentes. Na primeira, empatamos por 0 a 0 com um gol anulado do Kléber Pereira. Aqui, ganhamos no sacrifício. E foi o Cúcuta que nos classificou, já que fizemos 4 pontos em 6 possíveis. Agora, apaga tudo e recomeça do zero'', analisou Leão.


