São Paulo - A defesa de Maurren Maggi da acusação de doping pode ser dificultada pelos níveis de clostebol encontrados na análise de sua urina. Segundo Jari Cardoso, coordenador do Ladetec, local em que foram feitos os exames da atleta, foi detectado clostebol em um nível de cerca de 50 ppb (partes por bilhão).
''Não é uma medição precisa porque a análise A é qualitativa. Ela só detecta a presença da substância'', explica Cardoso.
Em um segundo momento, após o caso ser oficializado, o atleta pode pedir para que seja feita a contraprova. Nela, é possível fazer o exame quantitativo, a pedido do competidor.
''Não há literatura médica capaz de afirmar se o uso do Novaderm poderia acusar um nível como o que apareceu no exame'', diz o especialista.
O clostebol existe no país na fórmula de só dois cremes de uso dermatológico ou ginecológico, o Novaderm e o Trofodermin. Porém, a droga é encontrada no exterior na forma injetável ou de comprimido.
''Ninguém vai usar o creme para melhorar a performance. Mas, infelizmente, na urina não está escrito o caráter do atleta'', lamenta Paulo Zogaib, da equipe médica da BM&F, equipe de Maurren.

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