Teresópolis - Não interessa que a seleção é a Sub-20, que a TV Globo não transmitirá o torneio, que a mídia dará pouca cobertura e que os estádios não estarão lotados. Os jogadores acham que a disputa de um Mundial pela equipe nacional dá mais projeção do que o clube. É o que disse a maioria deles antes do embarque para a Holanda.
Caso interessante é o dos são-paulinos convocados pelo técnico Renê Weber. Três foram chamados: o zagueiro Edcarlos, 20 anos, o atacante Diego Tardelli, 20, e o lateral-esquerdo Fábio Santos, 19. Fábio Santos nem tanto, mas Tardelli e Edcarlos vinham sendo bastante utilizados na Libertadores da América, competição mais importante do continente. Mesmo assim, preferiram a seleção.
''Disputar um Mundial pela seleção é importante para a história de nossa vida, para o currículo'', justificou Edcarlos. ''A decisão é complicada, mas acho que deixamos o São Paulo por uma boa causa'', completou o zagueiro. Tardelli tem opinião semelhante. ''A competição é importante, valoriza o jogador, não deixa de ser uma Copa do Mundo'', disse. ''Tenho esse sonho desde criança.''
O Mundial é também uma boa oportunidade para que os atletas ainda questionados nos clubes mostrem seu potencial técnico, como o atacante corintiano Bobô, bastante criticado pelos torcedores. ''Sei do meu potencial e tentarei usá-lo na seleção.''
Quem for bem, seguramente, voltará com mais prestígio ao clube. Ou nem voltará. A possibilidade de transferência para o futebol europeu é grande, já que os clubes do Velho Continente costumam mandar profissionais para observar atentamente o desempenho dos atletas nas competições de jovens. (A.E.)

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