São Paulo - Ganhar dois salários em apenas três horas de trabalho parece sonho. Mas isso pode se tornar realidade para os jogadores do Pirambu, caso consigam eliminar o Corinthians em 180 minutos na Copa do Brasil. ''Se ganharmos aqui, os atletas já vão levar R$ 15 mil (a serem divididos entre os que jogarem). E, se conseguirmos derrubá-los em São Paulo, o prêmio dobra'', afirma o presidente do clube, Guilherme Zacarias de Melo.
A folha salarial, incluindo diretoria e comissão técnica, é de R$ 50 mil, e a média salarial dos jogadores, de R$ 1,5 mil. ''Um ou outro ganha R$ 2 mil, mas muitos não chegam a R$ 1 mil.'' Se alcançarem o objetivo, cada atleta receberá R$ 3 mil.
O discurso do dirigente parece otimista demais para um clube com apenas dois anos de existência no profissionalismo e totalmente desconhecido no País. Mas não custa acreditar numa vitória histórica. Desde o sorteio da chave da competição, no fim do ano, dirigentes e comissão técnica vêm analisando os jogos do Corinthians. E seus pontos fracos.
''Zebras acontecem a toda hora. O Cianorte (fez 3 a 0 no jogo de ida em 2005) ganhou deles e o Brasiliense (1 a 1 na decisão de 2002) quase. Por que não podemos?'', indaga Guilherme. ''Estamos gravando todos os jogos do Corinthians e esperamos surpreendê-los.''
Apelidado de Leão da Colina e com uma tartaruga - por causa do Projeto Tamar - como mascote, o clube aposta no goleador Agostinho e no meia Cleiton para bater o Corinthians. (Agência Estado)

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