Agência Estado
De Frankfurt, Alemanha
A vitória de domingo de Eddie Irvine no GP da Alemanha, no circuito de Hockenheim, a décima etapa do Mundial de F-1, transformou a vida de Michael Schumacher. Para a imprensa italiana, Schumacher agora não passa de um figurante. ‘‘Quem é Schumacher?’’, pergunta, de forma irônica, o tradicional diário ‘‘Corriere della Sera’’. Para o jornal, o mais caro piloto do mundo se converteu num ‘‘auxiliar’’ de Irvine, este sim, ‘‘um forte aspirante ao título mundial’’. Irvine lidera o mundial com 52 pontos, contra 44 de Mika Hakkinen (McLaren).
‘‘Schumi é esquecido. Ferrari já não depende mais dele’’, diz a manchete do ‘‘Tuttosport’’, ao comentar a dobradinha de Irvine e Mika Salo. ‘‘Em menos de 82 minutos, a Ferrari descobriu que também pode ser campeã com Irvine’’, acrescenta. O ‘‘La república’’ seguiu a mesma linha: ‘‘Derrubada a tese de que a Ferrari precisa sempre de Schumacher para vencer’’.
Por outro lado, Irvine comemorou a vitória em Hockenheim numa boate de Saint-Tropez, na França. As edições de ontem dos jornais alemães questionavam o futuro de Schumacher, agora quarto no campeonato, com 32 pontos, 20 a menos que o companheiro Irvine. ‘‘O que ele fará quando retornar?’’, pergunta o sensacionalista Bild.
Não é difícil compreender por que Irvine tem 52 pontos, depois de dez etapas disputadas, e Hakkinen 44. O norte-irlandês de 33 anos é o único piloto que só não marcou pontos uma vez este ano. No GP de San Marino, o da casa da Ferrari, o motor V-10 do seu modelo F399 quebrou.
Nas demais nove provas, ele conseguiu três vitórias (Austrália, Áustria e Alemanha), duas segundas colocações (Mônaco e Inglaterra), um terceiro lugar (Canadá), um quarto (Espanha), um quinto (Brasil) e um sexto (França). Irvine não cometeu erros que comprometessem sua permanência nessas corridas.
Já de Hakkinen não se pode dizer o mesmo. Ele liderava com folga a etapa de San Marino quando perdeu o controle da sua McLaren, depois de passar sobre uma zebra, e bateu com violência no muro. Nas demais três vezes em que não marcou pontos, a responsabilidade é de seu time e ou do fornecedor de pneu. Na abertura do campeonato, em Melbourne, Hakkinen teve pane no acelerador eletrônico, na Inglaterra perdeu uma roda traseira em plena competição, enquanto domingo, na Alemanha, um pneu estourou, além da McLaren falhar no seu reabastecimento.

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