Curitiba - O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), José Roberto Dutra Hagebock, defende-se das acusações e afirma que não há qualquer tipo de favorecimento à Federação Paranaense de Futebol ou a qualquer clube do estado. Ele afirma que todos os processos que chegam ao tribunal tramitam e são julgados da mesma forma. Os processos de infração disciplinar têm prazo de 30 dias para serem levados a julgamento, período que é estendido quando há a necessidade de abertura de inquérito investigativo.
Hagebock admite que eventualmente podem acontecer atrasos que resultem no arquivamento de processos, mas que são casos isolados, que não representam perseguição a nenhum clube. ''Procuramos julgar sempre dentro do prazo mas em algumas ocasiões isto pode não ocorrer. Mas não fazemos distinção entre clubes ou sua região de origem'', afirma. Nestes casos, ele aconselha o clube que se sentir prejudicado a recorrer ao próprio tribunal ou à instância superior, o STJD.
Quanto ao suposto favorecimento à Federação, Hagebock reafirma a independência do tribunal e diz que entre os processos arquivados existem alguns em que os réus são clubes. Entre os motivos para o arquivamento de processos ao longo do ano, o presidente destaca que o tribunal ficou fechado durante uma semana no mês de agosto, para que fosse feita a mudança da sede da federação para o espaço atual, em uma sala no Estádio do Pinheirão. Em outras duas oportunidades também parou por três dias, em luto oficial pelo falecimento de procuradores. Nestas ocasiões, com o adiamento dos julgamentos, alguns processos podem ter expirado.

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