'Para eu sair daqui, só por um milagre', diz Felipão
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
Agência Estado 
O técnico Luiz Felipe Scolari deu entrevista coletiva nesta quinta-feira, no Palmeiras, e voltou a falar sobre assuntos polêmicos, entre eles a sua relação com o atacante Kléber, com a diretoria palmeirense e o fato de ter ironizado ao comentar uma proposta feita pelo Flamengo ao jogador. Para completar, ele assegurou que hoje nem pensa em deixar o comando do clube por causa de problemas internos enfrentados no Palestra Itália.
O comandante encerrou as polêmicas envolvendo ele e o próprio Kléber, apesar de admitir que um dia entrou em conflito com o jogador. "As pessoas falam que Palmeiras é polêmica, mas também não é coisa de outro mundo. É uma coisa aqui, outra ali, que às vezes toma proporções maiores. Entre nós aqui, não existe problema nenhum. Sempre tivemos em harmonia, e nossos resultados no ano mostram isso. Eu estava vendo um programa de televisão e vi alguém dizendo que o Kléber quer ir embora, que ele não gosta do Felipão. Meu Deus do céu, de onde tiram isso?", questionou Felipão, para depois prometer a sua permanência no clube.
"Teve um dia que não gostei de uma atitude dele (Kléber), vim aqui e falei. Outro dia também colocaram que eu iria pedir demissão. Já disse muitas vezes e repito: para eu sair daqui, só por um milagre. Eu sei que às vezes plantam essas notícias, e eu sei quem planta. Mas qual a finalidade? Isso não vai acontecer", garantiu.
Além de defender Kléber, Felipão assegurou que hoje vive uma relação tranquila com a diretoria do Palmeiras, apesar de ter batido de frente com a mesma em outras ocasiões. "Eu faço parte de um grupo que engloba diretoria, torcida e jogadores. Quando eu falo algo, é para tentar o melhor para esse grupo. Eu manifesto opiniões no sentido de ajudar, e se alguém da direção me mostra que esse não é o caminho correto, eu aceito tranquilamente. Eu indiquei as renovações (de contrato) do (Marcos) Assunção e do Luan, mas isso qualquer um faria porque eles são fundamentais. Já no caso do Tinga, foi uma situação envolvendo empresários e Palmeiras e cada um vai tomar seu rumo e decidir o que será melhor para eles. Eu não quero ser o cara que manda no Palmeiras, mas tenho um pouco de experiência e uma grande identidade com o clube para que a gente possa caminhar em harmonia e voltar a fazer o Palmeiras vencedor", ressaltou.


