Para especialista, amadorismo inibe investimentos
Curitiba - Não é apenas o futebol brasileiro que sofre com a crise econômica, que afeta até mesmo gigantes como o Manchester United. O clube inglês, que perderá o patrocínio da seguradora AIG - que quase faliu - ao final da temporada, já busca interessados em anunciar em
sua camisa.
Mas a crise é apenas um dos fatores que inibem investimentos no futebol brasileiro. Para o advogado especialista em gestão esportiva André Gustavo Piragis, o amadorismo é o maior empecilho nas relações entre clubes e anunciantes.
"Acredito que o que está acontecendo é reflexo das más administrações. O profissionalismo no futebol brasileiro ainda é muito recente, de cinco ou dez anos para cá", considera Piragis, coordenador do curso de pós-graduação em gestão esportiva da Universidade Tuiuti, que começa no final de maio.
Outro problema apontado por ele é a perda de "uma das maiores fontes de receita dos clubes brasileiros, a venda de atletas". "Diante dos problemas que os grandes clubes do mundo enfrentam com patrocinadores, o número de contratações foi bastante reduzido já na última janela", argumenta.
Para completar o quadro, a falta de credibilidade também inibe investimentos. "As empresas sabem que o futebol tem enorme potencial de mercado e excelente visibilidade, mas muitas delas não querem relacionar sua marca com os clubes devido aos inúmeros escândalos recentes no esporte", complementa. (L.B.)





