Para empresário, renúncia soa estranho
O empresário e radialista JB Faria contestou ontem as acusações do presidente Carlos Alberto Garcia. Admitiu que não é a primeira vez que denunciam a emissora de se beneficiar financeiramente da cobertura jornalística do Londrina. ''Isso já aconteceu outras vezes. Mas não é qualquer emissora que faz gratuitamente 25 chamadas para o torcedor comprar o kit (torcedor). Antes do jogo contra o Coxa, ele me ligo dizendo: 'O meu diretor faz aquela mesma promoção do jogo passado'. Arrumei ainda 10 pessoas para o Grupo de Apoio. Não gosto de falar, mas a cidade sabe como a Paiquerê participa do futebol e da comunidade em geral'', argumentou.
JB mostrou espanto pela forma que o anúncio da renúncio ocorreu. Para ele, presente na hora da entrevista de ontem à tarde, quando Garcia disse no ar que estava deixando o clube, a iniciativa tem algo de estranho. ''Soa diferente sim. Mas não quero me pronunciar ainda sobre o desfecho da entrevista'', esquivou-se.
A cobertura diária do time, segundo o empresário, não persegue ninguém e ''vem sendo feita como sempre se fez''. Considerou ainda a postura do comentarista Flávio Campos normal. ''Futebol é paixão, na minha equipe tem estilos diferentes e não posso segurar ninguém de fazer um comentário''. A Folha procurou o comentarista, mas não quis se pronunciar sobre o assunto. (G.G.)





