Para dirigente clima de rivalidade prejudicou a negociação
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terça-feira, 03 de julho de 2001
Claudemir ScaloneDe Londrina 
A quatro dias do início da decisão da Série A-1 (Segunda Divisão) do Paraná, a Portuguesa Londrinense ainda não definiu o local da partida contra o Grêmio Maringá. O primeiro jogo das finais estava marcado para Londrina. No entanto, os dirigentes da Lusa iniciaram negociação anteontem à noite para tentar fazer todos os confrontos no Estádio Willie Davids, em Maringá, pensando em obter lucros com a fanática torcida do Galo.
Após muita conversa, entre a diretoria dos dois clubes e a Prefeitura de Maringá, muito pouco se avançou para um acordo (matéria abaixo). O antigo clima de rivalidade entre as duas cidades parece ter voltado à tona, e deve inviabilizar o negócio. Frases do tipo o título já é nosso e não vamos aceitar mandar dinheiro da população de Maringá para Londrina, que teriam sido ditas por Mário Verri (secretário de esportes de Maringá), azedaram as conversações. A partir do momento em que usam esse tipo de argumento, fica difícil chegar a algum acordo, afirmou o presidente da Lusa, Hélio Camargo, que já estuda jogar no Estádio VGD (administrado pelo Londrina). A definição sai hoje.
O diretor da Londrina Júnior Team (empresa que cuida das categorias de base do Londrina e é responsável pelo VGD), Sérgio Roberto Rola, garantiu que o estádio está à disposição da Lusa para sábado. A única imposição é o pagamento da taxa de manutenção do estádio de R$ 300,00. O técnico Val de Mello, no entanto, não está propenso a jogar no sábado porque quer mais tempo para recuperar o zagueiro Souza (contusão no joelho) e do meia Herminho (problema no púbis).


